Price ou SAC: a escolha de dezenas de milhares de reais
Na Tabela Price a parcela é fixa do primeiro ao último mês — previsível, mas você amortiza pouco no começo e por isso paga mais juros no total. No SAC a amortização é constante: as primeiras parcelas são mais pesadas, caem mês a mês, e o total de juros sai bem menor. Em financiamentos longos a diferença é brutal: num imóvel de R$ 100 mil a 1% ao mês por 30 anos, o SAC economiza cerca de R$ 89,8 mil em juros — quase o valor de outro imóvel.
A regra prática honesta: se o orçamento aguenta a primeira parcela do SAC, ele quase sempre vence. A Price faz sentido quando a parcela inicial do SAC não cabe na renda — ou em prazos curtos, onde a diferença encolhe.
Exemplo verificado
Perguntas frequentes
Por que a parcela do banco veio diferente da simulação?
Financiamentos reais embutem seguros obrigatórios (MIP/DFI), tarifas e às vezes correção por TR ou IPCA — custos que variam por banco e não entram na matemática pura de Price/SAC. Use a simulação pra comparar sistemas e pedir o CET (Custo Efetivo Total) na negociação.
O que é amortização?
A parte da parcela que de fato abate a dívida. O resto é juro sobre o saldo devedor. No começo da Price, quase tudo é juro — por isso o saldo cai tão devagar nos primeiros anos.
Amortizar antecipadamente vale a pena?
Quase sempre — todo valor extra abate direto o saldo devedor, e por lei o banco deve recalcular com desconto proporcional dos juros. Priorize amortizações no início do contrato, quando o saldo é maior.
Qual taxa devo digitar?
A taxa de juros nominal do contrato (ao mês ou ao ano — marque a caixa correspondente). Ela está na proposta do banco; se só houver o CET, saiba que ele inclui seguros e tarifas além dos juros.